Design Italiano

 Buonanotte! Vamos falar do Design Italiano, famoso por seus móveis, utensílios, carros, moda, gráficos etc.

A Itália teve um número incomum de publicações em revistas, jornais, exposições, filmes e todo tipo de mídia possível, além de posteriormente o famosão ‘boca a boca’só fazer crescer a fama do design Italiano.

O bel design italiano também teve papel de destaque nessa história, acredito ser a Cadeira dobrável Plia, de Giancarlo Piretti, um ótimo exemplo de como observação de estrutura associada à utilização de novos materiais podem levar ao sucesso. A cadeira já vendeu mais de 3 milhões de unidades desde sua criação. Tudo bem que você pensa em coisas mais glamurosas quando pensa em design italiano, mas há de convir que 3 milhões de cadeiras vendidas é um megasucesso do design.

Cadeira dobrável Plia, Giancarlo Piretti. Fonte: http://www.stylepark.com/en/haworth/plia

A história do design italino foi marcada pela formação de vários grupos como Superstudio, Archizoom Associati, Grupo 9999, Grupo Strum, Design-conceito e Global Tools.  O superstudio foi formado por arquitetos, em Florenca, como um grupo de radicais. Não é muito fácil encontrar material sobre o 9999 na internet, ainda mais com os resultados de busca apontando para 9999 gold e numeros de telefone. Apesar disso, graças ao Burdek, sabemos da parceria entre os dois grupos (9999 e superstudio) para criação de uma escola de arquitetura conceitual, e ambos projetavam valorizando fachadas.

Alberto Antoniazzi, designer gráfico italiano atualmente produzindo para a MTV, cria ilustrações atuais, divertidas e lúdicas, Vale a pena dar uma olhada no portifólio aqui

A entrada da Alessi no mercado dando vida a projetos de produtos de designers italianos (ou não), como Philip Stark, Stefano Giovannoni, Naoto Fukasawa, e muitos outros (lista dos designes disponível no site da Alessi) provavelmente foi um dos pontos mais marcantes no design italiano de produtos, não é a toa a adoração pelos produtos da Alessi tanto por profissionais da área, quanto por consumidores em geral. Por exemplo, se você, como eu, quer comprar um Juicy Salif para ser mais feliz, a Alessi store vende. *-*

Ferrari 599 GTO. Fonte: ferrari.com

No setor automobilístico destacam-se Fiat, Ferrari, Lancia, Lamborghini, Masserati, Piaggio. Apesar de não entender muito de carros, posso afirmar que a Ferrari é consolidada sonho de consumo presente no imaginário de crianças e adultos.

Em escritório, a Olivetti, que para quem não lembra (ou não viveu isso) foi super pioneira em fabricação de máquinas de escrever, trabalhava também com aparelhos de fax, calculadoras e outros produtos. Atualmente a empresa vende também um tablet chamado Olipad, abaixo.

Tablet OliPad 100 e Calculadora Logos804B. Fonte: olivetti.com

Na moda, Armani, Benetton, Brioni, Cerruti, Dolce & Gabanna, Gucci, Missoni, Prada, Versace, Salvatore Ferragamo, Valentino, e eu poderia continuar escrevendo outros tantos aqui. Exatamente, a Itália consegue se destacar em todas as grandes áreas de design de produtos, e muito!

Campanha Gucci 2011. Fonte: Stylerumor.com

É isso!

Design Suiço – Swiss Made

Quem não quer um canivete ou relógio “Swiss Made”?

O maior foco da produção suiça sempre esteve voltada para estes produtos, sempre primando por excelencia na qualidade, melhores tecnologias disponíveis e controle de qualidade severo. Esta receita fez seus produtos ficarem mundialmente famosos, desejados e caros.

“Design suíço? Mesmo quem se recusa a descobrir características tipicamente nacionais em objetos como uma bicicleta, uma máquina de café ou em uma fonte de letra, pode observar uma coisa em comum: objetos que são usados e elaborados na Suíça são discretos, desenhados cuidadosamente até o último detalhe e a forma é gerada de acordo com sua função a partir de um trabalho meticuloso”

Swisscam – Edição 48, 04/2007. p.12

Helvetica. Fonte: Wikipedia.

A Helvetica é suiça! Font criada por Max Miedinger e Eduard Hoffman, queriam desenvolver uma font capaz de competir com a Akzidenz-Grotesk, resultado: criaram a (provavelmente) mais usada font de todos os tempos. Por muitos anos, os designers não pensavam duas vezes, aplicavam Helvetica. Se você não quer errar, use Helvetica. O furor foi tamanho, que anos depois surgiu inclusive um movimento anti-helvetica, pelos que estavam saturados de seu uso com ansias de inovação.

Em 2007, em comemoração aos 50 anos da tipografia símbolo do modernismo no design de fonts, foi criado um filme contando sua história. O documentário chama-se Helvetica., produzido e dirigido por Gary Hustwit,, disponível no site helveticafilm.com.

O número de logomarcas de qualidade, de empresas consolidadas feitas com a Helvetica é enorme, mas vou mostrar algumas aqui.

Também em 2007 foi realizado um concurso de cartazes usando Helvetica, o resultado foram trabalhos muito bem elaborados disponíveis aqui.

1st Place – “Bread-and-Butter-Type” Nina Hardwig, Germany. Linotype Contest Helvetica.

Entre os relógios temos a Swatch, marca muito famosa que sempre apresenta linhas mais acessíveis, além de coleções divertidas e inovadoras em formatos e materiais. Outra marca “swiss made” tradicional é Swiss Military, normalmente bem carinhos, funcionam como a Mercedes Benz dos relógios entre os aficcionados que conheço. Empresas como ela e a Wenger, costumam vender conjuntos de relógio e canivete, outro grande ícone de sua produção.

Outra coisa super interessante sobre o swiss made: todos carregam a cruz branca em fundo vermelho em suas marcas (digo dos relógios).Não é falta de criativida, usam como forma de identificação mesmo “me compre, sou da Suiça, pode confiar”, algo assim. Afinal, o mundo inteiro já comprovou sua qualidade.

swatch.com
Michael C. Place, no filme Helvetica de Gary Hustwit

Quem me der um swiss made de presente me fará feliz, ok?

É isso.

Referências: História, Teoria e Prática de Design. Burdek; Wiki; Helvetica, filme de Gary Hustwit; Swisscam n.48.

Design da Austria

Os irmãos Thonet começaram o design na Austria e Thonet, inclusive é marca atualmente ativa no mercado, com informações e catálogo disponíveis em thonet.com.  Através de arqueação a vapor da madeira, foi desenvolvida a cadeira numero 14, em 1859 com um grande propósito: possibilitar a produção em massa. Também conhecida simplesmente como Thonet, é um ícone da revolução industrial.

“Pela elegância da concepção, pureza da execução e eficácia da utilização, nada melhor foi feito até hoje”…

Le Corbusier.

Cadeira Thonet. Fonte: designandoideias.blogspot.com

Adolf Loos foi um arquiteto criador do manifesto chamado “ornamento é crime” iniciando o funcionalismo. Ele dizia “quando uma cultura evolui, ela gradativamente abandona o uso do ornamento em objetos utilitários”. O manifesto de Loos é uma “das principais bandeiras do modernismo” (wiki)

Adolf Loos. Fonte: sueddeutsche.de

O “Forum Design Linz”(1980) foi uma exposição com vontade de ser vitrine. A forma encontrada de exibir os grandes nomes do design e arquitetura do país.

As empresas Head/Tyrolia, de artigos esportivos, Riedel com copos e taças, Svaroski com cristais e Witman com móveis, Doppelmayr com teleféricos e Rosenbauer com carros de bombeiros, são destaques do design austríaco.

A Svaroski fundada em 1895 é lider como empresa de cristais mais famosa do mundo, além de super badalada entre os fashionistas. Dentro do design um ponto bastante interessante no uso dos cristais é a grande incidencia de parcerias da Svaroski com outros ramos para criar produtos com diferencial, como linhas especiais, edições limitadas, etc. Exemplo disso a melissa Svaroski, Mercedes Benz Svaroski, além de headphones, cases de celular, entre outros.

Nirvana Ring. Fonte: Svaroski.com

Só para constar: A luva usada pelo Michael Jackson era coberta por cristais Svaroski.

É isso.

Referências: História, Teoria e Prática de Design de Produtos. Wikipedia.

Design Alemão


Basta digitar o título do post e a cabeça ferve, há MUITO o que falar do design alemão, e difícil escolher, mas vamos fazer um apanhado e deixar minha vó feliz no céu por estar falando da terra de sua família.

A escola de Bauhaus foi o berço do design, a primeira escola voltada a formar profissionais da área, funcionou entre guerras primeiro em Weimar depois em Dessau,  e formou grandes nomes além de produtos consumidos e cobiçados até hoje como a cadeira Barcelona de Mies Van der Rohe, wassily, luminaria dessau, entre outros. A font bauhaus também é bastante conhecida, criada por Herbert Bayer da Bauhaus de Dessau em 1925.

Luminária de Bauhaus Dessau. Fonte: designlamps.net

Cadeira Barcelona. Fonte: Tokstok.com.br

A ULM foi a escola seguinte, de maior ciclo de vida (1947 – 1968). Ela manteve vários principios da Bauhaus e seguiu com a máxima “a forma segue a função”. O Dieter Rams pertenceu a esta escola (aquele que desenvolveu produtos para a Braun que hoje inspiram a Apple – saiba mais)

Ate os anos 80, “a forma segue a função” e uma série de empresas grandes, muitas ainda hoje no mercado, espalham o design alemão pelo mundo, inclusive merecem destaque as automobilísticas como Audi, Volkswagen, DaimlerChrysler, Porshe e Opel (que agora é da GM). O Audi TT foi o primeiro carro de design “globalizado”, a empresa o desenvolveu em conjunto parte no escritório da europa, parte em filial aberta na Califórnia. O intuito era conseguir fazer sucesso em ambos os mercados, e funcionou bem.

Após décadas de fielidade à função, após 80, a Alemanha valoriza a estética no design e, em paralelo à queda do muro de Berlim, procura por uma identidade em seu design. Uma empresa que teve sucesso na construção de uma nova imagem foi a Kahla, um fabricante de porcelana que soube abranger outras áreas e rejuvenecer. A kahla, inclusive tem uma sessão de “individuals” em sua loja online, onde o cliente pode montar a propria porcelana, escolhendo cores, desenhos, etc.

Porcelana que montei no site da Kahla. Fonte: http://www.kahla-porzellanshop.de

Personalização de produtos associada a facilidade de compra é sempre uma ótima fórmula para abranger novos mercados e pessoas novas, aprovada.

E a Famosa frase “menos é mais” é de Mies Van der Rohe.

é isso.

Referências: Burdek. História, Teoria e Prática do Design de Produtos.

Design na Grã-Bretanha – a terra mommy

O berço da revolução industrial há de ser berço do desenho industrial, consequentemente. Lá surgiram ou criaram sedes diversos escritórios de design ao longo dos anos.

Ao fim do século 19, o “Arts and Crafts”aparece como primeiro protesto. Defendia-se a necessidade de imprimir alguma identidade, personalidade aos produtos, ao contrário da monotonia da produção em massa. E não é isso ser designer?

Após a 2 guerra o desgn se destacou entre empresas de automoveis. E “Desde os anos 60 a cultura pop britanica influenciou decisivamente o design, a propaganda, a arte, a fotografia, a moda o artesanato e a arquitetura de interiores.” Bürdek – História, Teoria e Prática do Design de Produtos.

Além disso, o beat, o pop e o Rock ingleses, manifestavam em arte o espirito rebelde. O Beat, inclusive, adentrou a literatura mas sua origem era os Estados Unidos com livros de  Kerouac, Burroughs, entre outros.

A rede de lojas Habitat (1964) possibilitando cultura de massa. A rede de lojas é conhecida até hoje.

James Dyson(2001) e o aspirador de pó sem saco.

O design de moda com Rauph Lauren, Vivienne Westwood entre tantos outros. Por um lado a invenção da minisaia, por outro, os tradicionais paletós.

Coleção Summer 2011, Fonte: http://www.viviennewestwood.co.uk

A população valoriza o design, consome produtos de designers e o design na Grã-Bretanha, consequantemente, participa com grande porcentagem no valor do PIB do país.

Produtos Dunhill - Imagem Scaniada do livro História Teoria e Prática do design de produtos - Búrdek.

Alexandre Wollner

Conhecem? Ele é um dos primeiros importantes designers do Brasil, desenvolveu identidade visual de empresas como Itau, Philco, Hering, fez trabalhos para o Estado de São Paulo, mas o meu preferido é a logomarca desenvolvida para o Brasil. Vou contar essa história:

Ele ficou indignado com a marca que o Brasil apresenta mundialmente em suas visitas internacionais e resolveu desenvolver uma marca bonita, projetada de acordo conosco, procurando o que nos identifica (não vou entrar aqui na discussão “temos ou não temos identidade”, mas lembrem-se dela).

Voltando, O Alexandre, super simpático mas sempre com a típica alma de designer que defende o bom e não se contém diante do vulgar, apresenta a tal marca em um documentário chamado Alexandre Wollner e a Formação do Design no Brasil, projeto de Andre Stolarski

Alexandre Wollner e Andre Stolarski em Documentário

Marca Brasil de Alexandre Wollner exibida em Documentário "Alexandre Wollner e o Design Brasileiro"

A marca do Brasil, na epoca do vídeo, era essa colorida. Contudo, com o novo governo de Dilma, houve uma modificação da logo. Desenvolvida por João Santana, em parceria com o DA Marcelo Kértz que ao menos resolveram manter as cores em verde e amarelo, simplificando. Afinal, concordando com o próprio Wollner, verde e amarelo é na verdade o que mais identifica nosso povo.

Eu particularmente trabalharia uma evolução da marca aos poucos até chegar numa solução como a do Wollner.

Antiga Logomarca do Brasil

Nova logomarca do Brasil. Fonte: Brasil.gov.br

A nova marca foi lançada em 10 de fevereiro de 2011.
é isso.

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